Victor: The Blog

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segunda-feira, dezembro 03, 2012

Ressucitação

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segunda-feira, agosto 25, 2008

As Séries B que ninguém conhece (II)

(Segue a continuação do texto anterior, com a história da Série B disputada no ano de 1972)

1972

No torneio de 1971, não haveria o acesso da forma que conhecemos para a Série A do ano seguinte. O Villa Nova acabou não indo para o Brasileiro de 1972, sendo um dos possíveis motivos a presença de três equipes mineiras na divisão maior (Atlético, América e Cruzeiro).

Entretanto, o Remo, vice-campeão, foi convidado pela CBD para integrar o Campeonato Brasileiro de 1972, assim como outras duas equipes da Série B do ano anterior: CRB e ABC (outras equipes chamadas foram Nacional-AM, Vitória e Sergipe). Só em 1978, o Villa disputaria a Série A.

O fracasso de público da primeira edição não impediu a entidade de armar o segundo campeonato da Segunda Divisão, mas desta vez o negócio foi diferente: foi armado um “Nordestão”, feito pelas equipes da região que não acabaram entrando no Brasileiro.

Novamente 23 equipes foram escolhidas para disputar o torneio, sendo dispostas em quatro grupos (três de 6 e um de 5 times). Os grupos foram sorteados conforme a disposição geográfica das equipes e duas equipes seguiam de cada grupo

O Grupo A teve como destaque o Sampaio Corrêa. O Bolívia estreou com derrota para o rival Moto Clube, mas logo engrenou no campeonato e venceu a chave, com 13 pontos. O outro time classificado foi o Tiradentes-PI, que superou o Moto Clube nos critérios de desempate (ambos tinham 12 pontos). Além deles, pela ordem final de classificação, foram Fortaleza, Guarany de Sobral e Flamengo-PI.

O Grupo B foi bastante disputado e teve quatro equipes que se superaram em relação às demais. Sem empatar (teve sete vitórias e três derrotas), o Campinense venceu o grupo e obteve a vaga ao lado do América-RN. River, Ferroviário-MA, Maguari-CE e Calouros do Ar-CE estavam nesta chave.

O Grupo C teve cinco times e viu um dos classificados chegar à vaga apesar de alguns tropeços: o CSA, campeão do grupo. Junto com ele, garantiu a vaga o América-PE, superando Botafogo-PB, Alecrim-RN e Ferroviário-PE.

O Grupo D reuniu o único time a terminar a primeira fase invicto: o Atlético-BA. A equipe de Alagoinhas venceu oito partidas e empatou duas para obter a vaga de campeão do grupo, passando ao lado do Itabaiana, que nos critérios de desempate, eliminou o Central de Caruaru, em um grupo que tinha ainda Confiança, Fluminense-BA e São Domingos-AL.

A segunda fase foi dividida em dois grupos de quatro, com o campeão de cada chave indo para a final. No Grupo E, o Sampaio Corrêa ficou invicto até a última rodada, quando perdeu para o Tiradentes (2 a 1). Acabou terminando campeão do grupo e classificado, superando ainda Atlético e Itabaiana.

No Grupo F, o Campinense teve uma campanha 100%, vencendo todos os seus compromissos (metade deles por 1 a 0). Assim, com 12 pontos, passou por América-RN, CSA e América-PE e foi para a final, encarar a equipe maranhense.

Na final, as duas equipes fizeram um jogo disputado, que acabou em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Assim, o jogo foi para a primeira final do futebol brasileiro disputada nos pênaltis. E, aí, os maranhenses superaram os paraibanos (5 a 4) e conquistaram o título.

***

Não houve promoção para a Série A em 1973, mas algumas equipes que disputaram o campeonato acabaram indo para o Brasileiro do ano seguinte, deixando os finalistas na mão naquele ano (em 1974 o Sampaio disputou o Brasileiro e no ano seguinte foi a vez do Campinense).

De 1973 a 1979, não houve Série B, pelo fato da política da CBD, eternizada pelo slogan “Onde a Arena vai mal, um time no Nacional”, de aumentar o número de participantes do Brasileiro conforme os interesses presentes. Só em 1980, na Taça de Prata, voltaria a haver uma disputa de Segunda Divisão no Brasil, mas isso é outra história.

***

Das equipes que disputaram as duas primeiras edições da Série B, estas nunca teriam o gosto de jogar a Série A: Rodoviária, Ferroviário-PE, Central-RJ, Atlético-BA, Sport Belém, Guarany de Sobral, América-PE, São Domingos, Ferroviário-MA, Calouros do Ar e Maguari,

Desta listinha, Rodoviária, Calouros do Ar, Maguari, Central-RJ, Ferroviário-MA e Ferroviário-PE, nunca voltariam a Série B,

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O time-base do Villa Nova campeão de 1971: Arésio; Cassetete, Zé Borges, Bráulio e Mário Lourenço; Daniel e Piorra; Jésum, Perrela, Paulinho Cai-Cai e Dias. Martim Francisco era o treinador. O artilheiro da competição foi Rabilota, do Remo, com 4 gols.

Em 1972, Marçal treinou o Sampaio Corrêa campeão da Série B e ainda teve Pelezinho como artilheiro, com oito gols.

***

Em 1997, o Sampaio Corrêa foi campeão da Série C. Superou Francana-SP, Juventus-SP e Tupi-MG em um quadrangular final.

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terça-feira, agosto 19, 2008

As Séries B que ninguém conhece (Parte 1)

Só nos últimos anos a Série B chegou a um nível de desenvolvimento e respeito que a tornou uma das competições mais disputadas do futebol brasileiro, em especial por levar quatro equipes para a primeira divisão nacional. Mas nem sempre foi assim.

Durante anos, a Série B foi relegada a um segundo plano, sendo mudada, cancelada, torcida, mexida e remexida, sofrendo mudanças de formato, nome, sentido, viradas de mesa, cancelamentos, problemas, pendengas e toda a sorte de coisas, desde a sua origem, nos anos 70.

Anos 70? Sim, isso mesmo que você leu. As primeiras edições da Série B foram realizadas juntamente com o Campeonato Brasileiro. Porém, ao contrário deste, não tiveram continuidade e acabaram sacramentando o futuro da competição.

1971

Em 1971, quando o primeiro Campeonato Brasileiro foi realizado, houve a necessidade de se realizar um torneio da segunda divisão, batizado de “Primeiro Campeonato Nacional de Clubes da Segunda Divisão”. Nome pomposo, mas pena que só no nome.

A princípio, era um torneio que todas as federações estaduais (pelo menos as organizadas) podiam indicar times, mas muitas, devido à recusa da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, a que mandava antes da do F) em custear as despesas das equipes. Neste caso se aplicam Guanabara (o estado-cidade do Rio de Janeiro), Rio Grande do Sul e Bahia. Outras toparam, mas com restrições.

São Paulo teve como representante a Ponte Preta, vice-campeã do estado no ano anterior. Mas a Macaca só foi para o torneio porque a Federação Paulista de Futebol se comprometeu a pagar as passagens e as hospedagens da equipe.

Assim, 23 times disputaram o campeonato, que tinha regulamento e disposição um tanto confuso (futebol brasileiro, né?). Duas zonas (Norte-Nordeste e Centro-Sul) foram feitas, com grupos e subdivisões bem confusos e bizarros.

O Grupo Norte-Nordeste foi subdividido em duas zonas (Norte e Nordeste). A Zona do Nordeste formou três grupos, onde os campeões seguiam. No A, o Ferroviário-CE não teve problemas para passar por Campinense-PB, ABC e Ferroviário-PE. O B teve apenas três equipes, e nele o Itabaiana-SE surpreendeu ao vencer um grupo com CRB e Náutico e se classificar.

Já o C era o maior em quantidade de times (cinco) e foi disputado até o fim, mas o Flamengo-PI, apesar de ter sido derrotado pelo rival River na estréia, venceu o grupo, que também tinha os maranhenses do Sampaio Corrêa e do Maranhão e os cearenses do Guarany de Sobral.

O Grupo D, único da Zona Norte, era, na verdade, um torneio seletivo de clubes paraenses. Paysandu, Remo, Sport Belém e Tuna Luso se enfrentaram para ver quem pegava na fase seguinte a Rodoviária-AM. A classificação foi decidida apenas no gol average, em que o Remo foi campeão e desbancou a Tuna Luso (ambos fizeram oito pontos na chave).

O Grupo Centro-Sul era o que reservava bizarrices. Três equipes, o Central-RJ (de Barra do Piraí), o Mixto-MT e o Villa Nova-MG conseguiram vaga automática para a fase seguinte, e restaram América-SC, Londrina e Ponte Preta para jogar. Vencendo apenas em casa e empatando fora, a Macaca levou invicta a classificação para a fase seguinte, onde disputou uma “semifinal” com o Mixto, em que venceu (2x0 fora e 3x0 em casa). Na outra partida, o Villa Nova passou por cima do Central (2x2 e 1x0).

O Grupo do Norte-Nordeste teve o mesmo destino. O Remo teve de fazer a “final” do Norte com a Rodoviária, vencendo as duas partidas (1x0 e 4x2). Assim, esperou o vencedor do Grupo do Nordeste, em que a Itabaiana passou pelo Flamengo-PI e pelo Ferroviário-CE. Na final da zona, deu Remo de novo (0x0 fora e 2x0 em casa).

O Grupo do Centro-Sul teve a sua final entre Villa Nova e Ponte Preta. Cada uma venceu um jogo por 1 a 0 e levaram a decisão para o terceiro jogo, que terminou 0 a 0 no tempo normal, 1 a 1 na prorrogação e com a vitória do Villa por 6 a 5 nos pênaltis.

A final ocorreu entre Remo e Villa Nova, com os paraenses vencendo a primeira partida por 1 a 0, gol de Ernani. Na segunda partida, Dias, Jésum e Paulinho deram a vitória para os mineiros e levaram a partida para o jogo-desempate, em Belo Horizonte, que acabou vencido pelo time de Nova Lima por 2 a 1, com Mário Lourenço anotando os gols do Villa e Cabecinha para o Remo. Assim sendo, Villa Nova primeiro campeão da Segunda Divisão.

(FIM DA PRIMEIRA PARTE)

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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Circuitos One-Hit Wonders

Desculpe a demora em escrever neste blog, mas outras coisas, a preguiça e tal me deixaram afastados daqui. Espero compensar de alguma forma em 2008, mas não sei, por isso irei, pelo menos hoje, tirar o atraso.

O post desta semana voltará ao circo da Fórmula 1. Em especial, a seus circuitos na história. O tópico a ser apresentado será dedicado aos circutos que, em apenas uma vez na história, sediaram corridas da F1. Contar um pouco das histórias das pistas que, em apenas uma vez, tiveram a honra (ou não) de ter carros da maior categoria de monopostos do planeta correndo por elas.

Para não me exceder muito, deixo que o post comece agora:

Ain Diab
País: Marrocos
Corrida: 1958
Vencedor: Stirling Moss (GBR, Vanwall)

Na única corrida da F1 oficial realizada nesta pista, a vitória e a tragédia abateram-se sobre a Vanwall. A vitória de Stirling Moss, na corrida que consagrou o título da Ferrari de Mike Hawthorn, seria bem comemorada se Stuart Lewis-Evans, da mesma equipe, não acabasse sofrendo um grave acidente, que lhe tirou a vida alguns dias depois. O próprio acidente acabou por tirar toda a paixão de Tony Vandervell, dono da Vanwall, pelas corridas. A própria equipe encerrou suas atividades algum tempo depois.

AVUS
País: Alemanha
Corrida:1959
Vencedor: Tony Brooks (GBR, Ferrari)

AVUS ficava parte em Berlim Ocidental e parte na Oriental. Mesmo assim, inventaram de fazer corrida nesse circuito excêntrico, com retões e até uma curva inclinada. Assim como foi em Marrocos, outro piloto perdeu a vida em um acidente: Jean Behra, em uma corrida preliminar. De resto, um pódio todo de Ferraris (Brooks, Gurney e Phil Hill) e um acidente incrível de Hans Herrmann

Riverside
País: EUA
Corrida: 1960
Vencedor: Stirling Moss (GBR, Walker Lotus-Climax)

Riverside era um circuito bastante conhecido nos EUA no passado. Hoje desativado, sediou uma corrida de F1 em 1960. Sem muita presença de público, Riverside viu Moss vencer mais uma corrida da F1, a última da era de motores de 2.5l. No ano seguinte, atrás de público, foram para Watkins Glen, onde ficaram por muito tempo.

Le Mans (Bugatti)
País: França
Corrida: 1967
Vencedor: Jack Brabham (AUS, Brabham-Repco)

O circuito Bugatti é uma versão reduzida do lendário circuito das 24H, já que parte dele é aberto para o tráfego durante o resto do ano. No final dos anos 60, teve a honra de ser a casa de mais um GP da França. Vencido pelo então campeão mundial, Sir Jack Brabham, o GP teve a curiosidade de ter posto o Mundial de F1 na pista mais famosa de corridas de carros-esportes do mundo.

Sebring
País: EUA
Corrida: 1959
Vencedor: Bruce McLaren (NZE, Cooper-Climax)

Sebring era uma antiga base militar na Flórida, que virou um circuito de ponta, sendo até hoje a sede das 12H de Sebring. Em 1959, sediou a primeira corrida de F1 nos EUA em que os europeus se sentiram a vontade de ir (até porque ninguém ia pra Indy mesmo...). Na pista cheia de retas, deu um neo-zelandês que daria o que falar no futuro: Bruce McLaren, piloto que se tornaria o criador do que hoje é um império sobre rodas (sim, é a McLaren). Além disso, na corrida esteve um Kurtis Kraft (carro comum nas corridas americanas de então), dirigido por Rodger Ward. Claro, não fez nada....

Donnington Park
País: Grã-Bretanha
Corrida: 1993
Vencedor: Ayrton Senna (BRA, McLaren-Ford)

A primeira volta da corrida disputada em Donnington Park é considerada por muitos uma das melhores aulas de pilotagem da história. Ayrton Senna, em uma McLaren com motor Ford um tanto fraco, conseguiu debaixo de chuva, fazer uma série de ultrapassagens e garantir mais uma de suas históricas vitórias. Só pra não ficar nele, cito também Rubens Barrichello (que até poderia pontuar se não tivesse problemas) e Karl Wendlingler, que também fez uma ótima primeira volta. Pra história.

Dallas
País: EUA
Corrida: 1984
Vencedor: Keke Rosberg (FIN, Williams-Honda)

A cidade dos Cowboys recebeu sua única corrida de F1 no ano em que este semi-blogueiro veio ao mundo, e não muitos dias depois deste nascer. Foi a única vitória de Keke Rosberg na temporada e uma das duas em que nenhuma das McLarens marcou ponto na temporada. A corrida teve seus pontos curiosos: um bizarro encontro de Jimmy Carter com Stirling Moss e a única vez em que Piercarlo Ghinzani pontou na F1, com seu Osella.

Parque Monsanto
Pais: Portugal
Corrida: 1959
Vencedor: Stirling Moss (GBR, Cooper-Climax)

O Parque Monsanto foi uma das casas da F1 na Terrinha antes de aportar em Estoril, nos anos 80. A corrida foi vencida por Stirling Moss (emplacando mais uma aqui), e teve como curiosidade a presença de apenas um português na pista: Mário Araújo "Nicha" Cabral, que terminou em um honroso décimo lugar a bordo de sua Cooper-Maserati. Além de três americanos (Dan Gurney, Masten Gregory e Harry Schell) entre os seis primeiros.

Pescara
País: Itália
Corrida: 1957
Vencedor: Stirling Moss (GBR, Vanwall)

A quarta que Moss emplaca em circuitos de uma corrida só. A pista tinha um traçado bizarro (lembrava um triângulo, mas a base era cheia de curvas estranhas), além de dois retões. É o traçado mais longo que já recebeu corridas da F1. Diante de 200.000 pessoas, Moss chegou a frente do futuro campeão daquele ano, Juan Manuel Fangio para capturar sua segunda vitória naquele ano. Ele ainda venceria a etapa final, em Monza.

Zeltweg Aspern Aerodrome
País: Áustria
Corrida: 1964
Vencedor: Lorenzo Bandini (ITA, Ferrari)

Zeltweg é um nome atribuído a vários circuitos da Áustria, mas só este é chamado pelos sites internacionais e enciclopédias por este nome (tem o Osterrichring e o A1 Ring também). Aproveitando-se de suas longas retas e de suas curvas, ali se fez a primeira corrida em solo austríaco, consagrando a única vitória de Lorenzo Bandini na categoria. Vale dizer que, ali, começou a carreira de Jochen Rindt, que terminaria tragicamente em Monza, em 1970.

***

Bueno, é isso. Algumas histórias ditas, curiosidades faladas e um texto novinho no meu blog, para que todos possam curtir. Uma espécie de homenagem para as pistas novatas da temporada 2008 (Cingapura e Valência) que podem, ou não, entrar em uma futura republicação do post, mas isso só a FIA decide.

Bem, matei as saudades daqui e espero poder voltar rápido para falar de outros assuntos, ok?

Até!

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segunda-feira, setembro 10, 2007

As Revelações do VMA: Por Onde Andam (II)

Bem, era para continuar com os posts dos artistas revelação dos VMA e seus destinos, mas acabei demorando um pouco e depois fiquei ocupado. Mas, agora, com o VMA passado e acabado, vamos terminar essa saga para ver no que deu toda essa história de artistas novos se darem bem ou não no VMA

1996
Alanis Morissette - Ironic
http://br.youtube.com/watch?v=8v9yUVgrmPY (V.I) e http://br.youtube.com/watch?v=0IBVx6qDTfA (V.II)

Em 1996, Alanis Morissette se tornou a "anti-diva" da música pop, falando mal de ex-namorados e etc. Porém, sobrou um pouco de serenidade e de seu habitual humor para fazer duas versões de um mesmo clipe; uma estrelando a própria e outra uma pequena atriz (Allison Rheaume), se desdobrando em quatro para fazer deste clipe clássico. A canadense explodiu e hoje é uma das mais conceituadas cantoras e compositoras do pop atual, com uma grande leva de sucessos à tiracolo e clipes deveras interessantes.
Outros Indicados: Garbage, Tracy Bonham e Jewel

1997
Fiona Apple - Sleep to Dream
http://br.youtube.com/watch?v=bo9ELJQKor0

Fiona Apple entrou para a história como uma mulher que não teve pudores em fazer um discurso de agradecimento no VMA de 1997 (por causa deste prêmio) que poucos artistas fariam. Opiniões a parte, Fiona Apple foi uma das queridinhas da metade dos anos 90, quando Lilith Fairs e outras coisas fizeram o tal do "rock de garotas" aparecer nos holofotes do mundo pop. Apesar de não estar mais entre as estrelas que dominam as paradas, Fiona continua trabalhando em discos e outras coisas que ela gosta de fazer.
Outros Indicados: Hanson, Jamiroquai, Meredith Brooks e The Wallflowers

1998
Natalie Imbruglia - Torn
http://br.youtube.com/watch?v=nHKKFf4EDlM

A música tocou até encher o saco em todas as rádios do país na época (e ainda hoje), e por isso talvez a australiana ganhou o prêmio de 1998, em ano com concorrência que hoje, também, nem faz muito no mundo pop. Ela continua na ativa, mas consegue mais sucesso fora daqui do que neste país. Mas ela nem precisa: ela já é casada com o vocalista do Silverchair...
Outros concorrentes: Cherry Poppin' Daddies, Fastball, Mase e Chumbawamba

1999
Eminem - My Name Is
http://br.youtube.com/watch?v=CmdRauWVbwg

Eu até seria meio "suspeito" para falar deste assunto, mas hoje não. Iremos falar de como um cara branco de Detroit apareceu e roubou a cena do rap, que vivia a fase de transição do "gangsta" dos anos 90 para o estilo atual de ostentações e mulheres. Falando mal de familiares, presidentes, artistas, de você e dele mesmo, Marshall Mathers tomou de assalto a cena e virou o rapper que mais vendeu no mundo. Por mais que há gente que o critique por várias coisas, não podemos negar que ele é (ou foi) o cara
Outros indicados: Kid Rock, N'Sync, Britney Spears e Jennifer Lopez

2000
Macy Gray - I Try
http://br.youtube.com/watch?v=qsTk2xp0nvY

Dos que gostam de uma boa R&B, a moça de cabelo esquisito e voz peculiar chegou e agitou no final do milênio. Com uma concorrência de peso (de todos os lados), Macy nem ligou e foi atrás de seu namorado (e sua roupa de membro da SWAT) em um parque, mas ele estava/não estava lá. A carreira dela segue firme, com músicas que falam de revolução sexual e mais...Muito bom para quem ama uma boa música cantada por uma mulher interessante.
Outros indicados: Christina Aguilera, Pink, Sisqó e Papa Roach

2001
Alicia Keys - Fallin'
http://br.youtube.com/watch?v=vgFTQu9WKic

Em 2001, mais uma vez, uma mulher esteve com tudo no prêmio de Best New Artist. Alicia Keys, com seu piano e sua doçura, fez canções que a colocaram como a então "nova estrela" da música negra americana. E Alicia nem se importou com a pressão da mídia e da indústria, pois fez outro disco cheio de hits e clipes ótimos. Alicia "rasgou a boca" (como diria Away) e deve continuar rasgando por muito tempo.
Outros Indicados: Nikka Costa, Sum 41, Coldplay e David Gray

2002
Avril Lavigne - Complicated
http://br.youtube.com/watch?v=HaDFrtfT92E

A musa número 1 das menininhas revoltadas de mundo afora ganhou com merecimentos por este clipe, ao qual ela resolve zoar em um shopping center. A canadense era a marca da revolta em pessoa, xingando celebridades do mundo pop, usando roupas de skatista e demonstrando toda sua revolta (ou "revolta") em clipes e músicas. Mas não demorou muito para ela resolver fazer outras coisas, como casar ou fazer remixes de suas músicas com rappers. Apesar disso, toda menina que quer ser rebelde agora sabe a quem recorrer
Outros indicados: B2K, Ashanti, John Mayer e Puddle of Mudd

2003
50 Cent - In da Club
http://br.youtube.com/watch?v=1vXgpBVK24o

O mestre faturou em 1999 e o pupilo em 2003. Curtis Jackson virou de ex-traficante e aspirante a rapper que sobreviveu a nove tiros a número 1 em todas as paradas, principalmente por essa música, seu cartão-postal ao mundo do mainstream. A companhia de Em e Dr.Dre só lhe fez bem e ele fez dois discos (e um ainda a lançar) que são dos mais vendidos do rap atual. Não custa dizer que 50 Cent vale bem mais do que meros 50 centavos. Muito, muito mais que isso...
Outros indicados: Kelly Clarkson, Evanescence, Simple Plan, The All-American Rejects e Sean Paul

2004
Maroon 5 - This Love
http://br.youtube.com/watch?v=CGOMIf1PEE0

Seu primeiro single foi um hit modesto pelo mundo, mas o segundo..."This Love" tocou em todos os lugares possíveis e o clipe (com certas pegações e tal) um dos favoritos da MTV naquele ano. Adam Levine e cia. conquistaram a fama, o mundo e muita grana com esta música, que até hoje os ajuda a divulgar seu segundo e atual disco, de igual fama. Mesmo que alguns o olhem torto pelo seu estilo, não é de admirar que o Maroon 5 seja uma banda de muito sucesso e que traz boas músicas a seus fãs.
Outros Indicados: Yellowcard, The Darkness, Jet, JoJo e Kanye West (feat. Syleena Johnson)

2005
The Killers - Mr. Brightside
http://br.youtube.com/watch?v=BnwLf88t_Wc

Graças ao hype da indústria e da mídia, Brandon Flowers se tornou sex symbol e sua banda. The Killers, uma das maiores do rock atual. Misturando influências eletrônicas, rock e glamour, fizeram um clipe bem brilhante e com várias belas damas (e também com o irmão da Julia Roberts, o Eric). A música foi sucesso das paradas de rock, da MTV, dos fãs e do VMA, que consagraram a banda, hoje de disco novo, e muito mais fama. Pena que aquele cavanhaque do Flowers...bem, se as minas amam...
Outros Indicados: Ciara, My Chemical Romance, John Legend e The Game

2006
Avenged Sevenfold - Bat Country
http://br.youtube.com/watch?v=WiHZZ-OJp5o

Referências Bíblicas, referências de metal, nomes estranhos. Foi justamente isso que fez o Avenged Sevenfold surgir para as platéias roqueiras dos EUA e do resto do mundo. O clipe mostra mulheres, carros, rock, tudo no clichê. Muito bom para quem não parecia muito cotado a vencer, devido à concorrência. Mas eles venceram, mereceram e agora esperamos que eles tenham mais chances de tentar vingar no difícil mundo pop
Outros Indicados: Panic! At the Disco, James Blunt, Rihanna, Angels & Airwaves e Chris Brown

***

Pois é, mes amis. Aí está o final de nosso túnel do tempo. Muitos artistas vingaram, outros desapareceram, mas o importante é que todos esses nomes estão, de alguma forma, fortemente ligados à história da música, da MTV e do VMA. Se o Gym Class Heroes, atuais campeões, irão vingar, não se sabe, mas que os fãs torçam e rezem por um futuro que iguale ao das grandes bandas vencedoras deste prêmio.

Mas fica aqui os registros e aviso que voltarei em breve, falando de futebol (sim, pode vibrar, caro amigo) e de mais assuntos pertinentes.

Abraços

Ouvindo: Of Montreal - Disconnect the Dots

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domingo, agosto 12, 2007

Revelações do VMA: Aonde Estão?

Lembro-me de ter feito, pouco antes do VMB do ano passado, acho, um post sobre o que teria acontecido com as bandas/artistas eleitas "revelações" daquele ano, se teriam se dado bem ou não.Pois bem, para tentar reavivar esse blog, arranjei um tempo e farei o mesmo com o VMA, vendo se os artistas/bandas consagrados como "revelações" da maior premiação do videoclipe (apesar de já não o ser mais neste ano) se deram bem ou acabaram na vala do desconhecido.

Aproveite, e tenha uma boa Jornada

1984
Eurythmics - Sweet Dreams (Are Made of This)
http://www.youtube.com/watch?v=OufZbzsUtIo

No ano inaugural do VMA, ganhou uma dupla inglesa (Annie Lennox e Dave Stewart) que estourou no mundo com essa canção. E com o clipe, meio semi-bizarro, com vacas e computadores, que se tornou um dos principais clipes dos anos 80. Felizmente, para eles, a banda segue até hoje, tendo na bagagem mais alguns grandes sucessos e clipes. E Annie Lennox conseguiu alguns hits no início da década de noventa. Sem falar que um certo Marilyn Manson fez cover desta música
Outros concorrentes: Cyndi Lauper, Madonna e Wang Chung

1985
til' Tuesday - Voices Carry
http://www.youtube.com/watch?v=zz4pTMN3abw

O til'Tuesday é, talvez, um dos primeiros exemplos de "one-hit wonders" presentes nesta categoria. Tendo como membro Aimee Mann, a banda fez grande sucesso com essa música e o clipe, quase um pedido de ajuda. Foi o único grande marco do grupo, mas que ficou na cabeça de muitos à época. A banda acabou, mas Mann conseguiu uma boa carreira como cantora solo, inclusive voltou a ganhar um Astronauta nos anos 90, com "Save Me" (do filme Magnólia)
Outros Concorrentes: Julian Lennon, Sade, Sheila E. e Frankie Goes to Hollywood

1986
A-Ha - Take on Me
http://www.youtube.com/watch?v=CUod3jGQt0U

Direto da Noruega veio esse trio, que marcou a história da música com esse sucesso, que qualquer um que conheça um pouco de música saiba um pouco da letra. O clipe seria o fator-chave para o estouro do A-Ha no cenário mundial, misturando cenas reais e desenho em algo quase nunca visto na história. A história marcante, o refrão e os teclados também ajudaram os noruegueses a nunca mais serem esquecidos na história da música. Eles ainda sobrevivem, fazendo grande sucesso na Europa e por aqui nos anos seguintes.
Outros Concorrentes: Simply Red, The Hooters, Whitney Houston e Pet Shop Boys

1987
Crowded Horse - Don't Dream It's Over
http://www.youtube.com/watch?v=dZZfuCJ970w

Os Australianos do Crowded Horse tiveram esta canção como seu maior sucesso mundial. O refrão é um dos mais fáceis e tocantes que existem e o clipe é totalmente nostálgico, mostrando partes das histórias dos integrantes. Naquele ano, esse som era um dos mais ouvidos não só nos EUA como em todo o mundo, os ajudando a garantir o Astronauta de Prata. A banda ainda existe, mas sem fazer tanto barulho no mundo pop
Outros Concorrentes: Timbuk 3, Robert Cray Band, Bruce Hornsby & The Range e The Georgia Satellities

1988
Guns N'Roses - Welcome to the Jungle
http://www.youtube.com/watch?v=IYRC4H64EFk&mode=related&search=

No biênio 1987/8 surgiu aquela que seria, por algum tempo, a "maior banda do mundo". Axl, Slash, Izzy, Duff e outros iniciaram sua trajetória de sucesso, fama e confusões com esta música, um de seus grandes sucessos. Embora não seja um clipe cheio das traquitanas, mostra o que o Guns mais soube fazer enquanto esteve vivo (e não sendo essa coisa aí de Axl gordo): mandar pau tocando ao vivo. É, certamente, um dos clássicos vivos do rock. Sejam bem-vindos a selva
Outros concorrentes: Godfathers, Buster Poindexter, Jody Watley e Swing Out Sister

1989
Living Colour - Cult of Personality
http://www.youtube.com/watch?v=RZ5SVDYBNrY

Na onda das bandas que faziam o "funk-metal", surgiu o Living Colour. Uma das bandas que mais soube combinar visuual, postura e música. Esse som, que tem muito sobre culto a personalidades, foi seu cartão de entrada ao mundo do rock, aonde ficaram na boa por anos, depois acabando, voltando e novamente encerrando suas atividades. Porém, fica a boa memória de quatro caras negros que botavam pra quebrar.
Outros concorrentes: Neneh Cherry, Paula Abdul e Edie Brickell & the New Bohemians

1990
Michael Penn - No Myth
http://www.ifilm.com/video/2791278

Michael Penn é irmão de Sean Penn, marido da já citada Aimee Mann e uma ex-revelação de VMAs. Em 1990, ele conseguiu atrair muitos fãs com essa música, de seu álbum "March". Por mais que seus CDs seguintes não fossem tão bem sucedidos em termos de venda, Penn continua tendo uma boa vida no mundo musical, trabalhando em trilhas de filmes, gravando discos e ajudando artistas a promoverem suas carreiras. Bem tranquilo, não?
Outros concorrentes: Bell Biv Devoe, Jane Child, Alannah Myles, Black Crowes, Lisa Stansfield e Lenny Kravitz

1991
Jesus Jones - Right Here, Right Now
http://www.youtube.com/watch?v=QtYBQXIeLRw

A música é fichinha em coletâneas sobre aos anos 90 e em qualquer programa de rádio que mostre músicas antigas. Uma das mais conhecidas e tocadas no começo da década, o clipe reflete tudo o que aconteceu na Europa e no Mundo naqueles anos que se passavam, com os olhares de membros da banda. E foi praticamente tudo o que eles conseguiram. Vieram ao Brasil, tocaram por aqui e depois...bem...depois...devem ter feito mais algumas coisas aí que eu não sei, infelizmente.
Outros concorrentes: Seal, Gerardo, Dee-Lite e C+C Music Factory

1992
Nirvana - Smells Like Teen Spirit
http://www.youtube.com/watch?v=kPQR-OsH0RQ

Como no caso do já citado Guns, em 1991/2 surgiu aquela que seria a última grande "maior banda do mundo" no rock. Três caras de Seattle, cabeludos, revoltados e com suas camisas de flanela mostraram as caras do tal "grunge" com a música que é, até hoje, a maior lembrança que se tem ao se pensar em Nirvana. Por mais que eles também sejam músicas como "Lithium" e "Heart-Shaped Box", por exemplo, é justamente "Smells Like Teen Spirit" (que ganharia uma "cover" de Weird Al Yankovic) que faz todos pensarem na obra de Kurt Cobain, que merece todo o nosso respeito
Outros Concorrentes: Arrested Development, Tori Amos e Cracker

1993
Stone Temple Pilots - Plush
http://www.youtube.com/watch?v=y2xNyxc5VWs

Na onda do grunge e do chamado "pós-grunge", vieram Scott Weiland e os Stone Temple Pilots. Com outro marco dos programas tipo "arquivo do rock", o quarteto fez bastante sucesso no mundo do rock com essa música, e um clipe bastante interessante, com os caras tocando em tipo de "bar". A carreira destes pós-prêmio tiveram alguns bons anos de músicas e clipes de sucesso, até Weiland cair na heroína (e na cadeia) e a banda acabar. Weiland hoje encontrou refúgio com Slash e alguns ex-Guns para formar o fodão Velvet Revolver
Outros concorrentes: Belly, Porno for Pyros e Tasmin Archer

1994
Counting Crows - Mr. Jones
http://www.youtube.com/watch?v=WYN74ZW4k_E

Por mais que eles não tenham feito muito após isso, Mr. Jones é um dos marcos da música recente. Até hoje esse hit do Counting Crows é executado nas rádios e todo mundo a conhece. O clipe, que tem diversas cenas da banda cantando e cenas em apartamentos e bares. Mas no caso, o clipe é de menos e sim a carreira da banda, que continua na ativa, fazendo sua música (teve aquela do Shrek 2) e tocando por aí. A parte deles na música eles já fizeram.
Outros indicados: Björk, Me'Shell NdegéOcello, Green Day, Beck e Lisa Loeb & Nine Stories

1995
Hootie & The Blowfish - Hold my Hand
http://www.youtube.com/watch?v=R-zjklsUqUE

Na metade dos anos 90, surgiram diversas bandas e artistas de faziam uma espécie de "folk-rock", misturado com vários tipos de influências, como, por exemplo, a Dave Matthews Band. Em 1995, o Hootie & the Blowfish foi a bola da vez, com essa canção, uma das maiores canções da época. Mas a banda, pouco tempo depois, cairia no desconhecimento e nunca mais teve o mesmo sucesso de outrora. Bem, pelo menos o pessoal do Dave Matthews até hoje tá na luta e tem vários sucessos nas costas
Outros concorrentes: Des'Ree, Portishead, Filter e Jeff Buckley

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Essa é a primeira parte da revisão das revelações dos VMA. Daqui a alguns dias, volto para continuar a saga até o do ano passado. Fiquem conosco e não troquem de canal

Ouvindo: Human League - Human

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domingo, fevereiro 04, 2007

Israel, o nômade das Eliminatórias

OBS: Este texto está originalmente no Site Futebol Estranho. Se quiser visitar o site e conferir o texto completo, com as referências ao mesmo, visite http://www.futebolestranho.com

Nenhuma equipe de futebol sofreu tanto os problemas políticos como a de Israel. Representando um país imerso em conflitos e cercado de inimigos, os Israelitas sempre sofreram para buscar o sonho de participar de uma Copa do Mundo. Atualmente estão representados na zona européia, aonde não tem chances reais de jogar o Mundial. Mesmo assim, os herdeiros da terra de Davi persistem e buscam seu lugar ao sol na maior competição do futebol Mundial. Só que nem sempre foi assim.

No começo, o lugar era representado pela “Palestina”, na verdade, uma seleção recheada de judeus que moravam na região. Disputou por duas vezes as eliminatórias para a Copa do Mundo (1934 e 1938), sem nenhum sucesso nas duas empreitadas. O Estado de Israel só surgiria em 1948, e com isso, as guerras.

A primeira participação israelita nas eliminatórias foi nas de 1950, onde enfrentou a Iugoslávia, perdendo as duas partidas (6 a 0 e 5 a 2). Glazer foi o autor do primeiro gol de Israel em Copas do Mundo (considerando tanto as Eliminatórias quanto a Copa em si), na partida de volta, em Tel-Aviv. Mal sabiam eles que enfrentar os europeus seria o seu futuro.

Nas eliminatórias seguintes (1954), Israel voltou a jogar contra os Europeus, de novo contra os iugoslavos e tendo a companhia agora dos gregos. Quatro jogos, quatro derrotas: duplo 1 a 0 para a Iugoslávia e 1 a 0 e 2 a 0 para os gregos. E último do grupo 10 das eliminatórias européias.

Para tentar ir a Suécia em 1958, Israel foi colocada no grupo afro-asiático, mas não disputou nenhuma partida por este grupo. Tudo porque, afinal, caiu contra adversários de fé islâmica. Primeiro no Sub-Grupo 2, os turcos desistiram de encontrar Israel. Logo depois foi a Indonésia, que exigiu jogar contra os israelitas em campo neutro. Não foram atendidos e foram eliminados. Por último, Sudão e Egito se recusaram a jogar contra Israel (os últimos ainda mais por causa da malfadada tentativa de invadir o Canal de Suez, dois anos antes). Por tanto Israel, sem ter entrado em campo, foi declarado campeão da chave afro-asiática.

Mas, para sonhar com o Mundial (e quem sabe, jogar contra Pelé e Garrincha), Israel teve de jogar um play-off contra um dos vice-campeões de um dos grupos europeus. O País de Gales foi escolhido, e por duas vitórias pelo placar de 2 a 0, finalizou com as esperanças de Israel ir a Copa do Mundo.

Uma bizarra seleção das chaves das Eliminatórias para a Copa de 1962 fez com que Israel voltasse a disputar jogos pela zona européia. Na primeira fase da chave 7, os israelitas enfrentaram o Chipre. E pela primeira vez tiveram sucesso em sua empreitada. Empate em 1 a 1 em Nicósia e a primeira vitória, em Tel-Aviv, por incríveis 6 a 1. Graças a Levy (que marcou 3 gols) e Stelmach, autor de dois, Israel passou a próxima fase para enfrentar a Etiópia. Dessa vez, as duas partidas foram em Israel: 1 a 0 em Tel-Aviv e 3 a 2 em Haifa colocaram Israel na “final” da chave contra a Itália. Contra a “Azzurra”, duas derrotas (4 a 2 em Tel-Aviv e 6 a 0 em Turim) desclassificaram Israel das eliminatórias. (a Romênia havia desistido do grupo)

Para buscar a Copa da Inglaterra em 1966, Israel permaneceu no grupo europeu, sorteado na chave 1, diante de Bulgária e Bélgica. Quatro derrotas: 1 a 0 e 5 a 0 diante dos belgas e 4 a 0 e 2 a 1 contra os búlgaros deixaram os israelitas na lanterna da chave. Talbi foi o autor do único gol de Israel nas Eliminatórias para a Copa inglesa. E por mais quatro anos o sonho da Copa em Israel seria adiado.

Nas eliminatórias para a Copa de 1970, no México, Israel teve de jogar contra times da Oceania (Coréia do Norte havia desistido de jogar). Jogando em casa (duas partidas em Ramat Gan), duas vitórias contra a Nova Zelândia: 4 a 0 e 2 a 0. Na “final”, Israel bateu a Austrália em Tel-Aviv: 1 a 0. Na volta, em Sydney, o empate em 1 a 1 garantiu a ida (a única da história) de Israel a um Mundial. Na Copa em si, derrota na estréia contra o Uruguai (2 a 0) e dois empates, contra a futura vice-campeã Itália (0 a 0) e contra a Suécia (1 a 1). Spiegler pode ser considerado um herói em Israel, por ter feito o primeiro e único gol de Israel em uma Copa do Mundo.

Na disputa para ir a Copa da Alemanha em 1974, Israel foi classificada no grupo de Ásia e Oceania. Nas partidas para decidir os grupos, Israel bateu o Japão em Seul (2 a 1) e foi para o subgrupo B, aonde foi o primeiro num grupo com Coréia do Sul, Malásia e Tailândia. Encarou os japoneses de volta nas semifinais intergrupos (entre o A e o B), e os venceu novamente, dessa vez pelo placar mínimo (aka 1 a 0) na prorrogação. A mesma prorrogação tiraria os israelitas do prosseguimento das eliminatórias, ao perderem dos sul-coreanos na final por também 1 a 0.

Os israelitas foram mantidos na zona do “extremo oriente” na fase asiática das eliminatórias da Copa de 1978. Jogando em um grupo com Coréia do Sul e Japão, foi vice, marcando 5 pontos, com duas vitórias em cima do Japão e uma derrota e um empate contra os sul-coreanos.

Nas eliminatórias para o Mundial de 1982, Israel encontrou uma “nova” casa: a UEFA. “Acolhido” pelos europeus por causa dos problemas locais, Israel participaria da marcha européia rumo a Copa. No caminho para a Espanha, caiu na chave 6. Foi lanterna em um grupo que tinha Escócia e Irlanda do Norte (classificados), Suécia e Portugal. Somou apenas um triunfo na disputa. E que triunfo: goleou Portugal por 4 a 1, na última rodada, tirando as chances lusitanas de ir a Copa. Somou 5 pontos, com 1 vitória, 3 empates e 4 derrotas.

Só que em 1986, Israel mudou novamente de zona: dessa vez a da Oceania, na chave com Austrália, Nova Zelândia e Taiwan. Até que foi bem, ainda mais pelo nível técnico dos adversários. Foi vice, numa campanha que incluiu duas goleadas sobre os taiwaneses (6 a 0 e 5 a 0, ambas as partidas realizadas em Ramat Gan-ISR). Ainda arrancou um 1 a 1 contra a Austrália e bateu os neo-zelandeses (que foram a Copa anterior) por 3 a 0 na última rodada. No fim, 7 pontos somados e o 2º lugar da chave, apenas atrás dos “Socceroos”.

E os israelitas retornaram ao grupo oceânico para tentar a Copa de 1990 na Itália. A equipe entrou direto na fase final, em um triangular contra Austrália e Nova Zelândia. Dessa vez Israel teve um bom desempenho, apesar de apenas ter vencido 1 jogo (1 a 0 contra a Nova Zelândia, gol de Rosenthal) e ter empatado os outros 3, os israelitas somaram 5 pontos e venceram a chave, tendo de disputar a repescagem contra a Colômbia, vencedora de uma das chaves sul-americanas. Bastou um gol de Uzuriaga na primeira partida em Bogotá para selar o destino do play-off. 1 a 0 na Colômbia e 0 a 0 em Israel mais uma vez afastaram a chance da Copa.

Definitivamente a partir das eliminatórias para o Mundial dos EUA, em 1994, Israel participaria das eliminatórias européias, o que dificultou ainda mais o caminho até a fase final do Mundial. Caiu no grupo 6, com França, Bulgária, Áustria, Suécia e Finlândia. A participação israelita não foi das melhores, terminou na lanterna, com 5 pontos. Mas foi responsável por uma das maiores zebras da história do futebol europeu. Até o dia 13/10/1993, não havia vencido nenhuma das partidas daquele grupo (apenas 2 empates, um 2 a 2 contra a Bulgária e um 0 a 0 diante da Finlândia). Naquele dia, em um jogo surpreendente, Israel bateu a França em plena Paris, por 3 a 2 com um gol de Atar no último minuto e deu início ao que seria a desclassificação francesa das eliminatórias (terminada no famoso jogo contra a Bulgária). No fim, Israel ainda empataria mais uma vez (1 a 1 contra a Áustria).

Nas eliminatórias para o Mundial da França em 1998, Israel caiu no grupo 5, com Bulgária, Rússia, Luxemburgo e Chipre. Foi uma campanha bem melhor do que a de 1994, terminando em 3º com 13 pontos, atrás apenas de Bulgária e Rússia. Israel teve como bons momentos a vitória contra os búlgaros (2 a 1) na estréia e o empate contra a Rússia em 1 a 1.

Já para tentar ir a Copa de 2002, Israel foi colocado no grupo 7, com Espanha, Áustria, Bósnia-Herzegóvina e Liechtenstein. E de novo fechou a chave no terceiro posto, com 12 pontos, atrás de espanhóis e austríacos. Obteve 3 vitórias, duas contra o Liechtenstein (2 a 0 em Tel-Aviv e 3 a 0 em Vaduz) e uma contra a Bósnia (3 a 1). Ainda empatou em 1 a 1 em casa contra os espanhóis.

E quase que Israel de novo tira a França de mais uma Copa do Mundo, nas Eliminatórias do Mundial da França. Além dos franceses, ficou na mesma chave (a 4) de Suíça, Chipre, Irlanda e Ilhas Faroe. Arrancou dois empates diante dos franceses (0 a 0 e 1 a 1), mesmo expediente contra os suíços (2 a 2 e 1 a 1) e Irlanda (1 a 1 e 2 a 2). Terminou invicto no grupo, com 18 pontos, os mesmos dos suíços, mas perdeu no desempate. Apesar da campanha irregular, chegou até a incomodar a seleção de Zizou e cia.


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Apesar dos fracassos de sua seleção, um Israelita está marcado para sempre na história do futebol: Abraham Klein. Juiz de futebol, apitou internacionalmente dos anos 60 aos 80. Apitou três partidas do Brasil em Copas: Brasil x Inglaterra, na Copa de 1970, Brasil x Itália na Copa de 1978 e o fatídico Brasil x Itália da Copa de 1982

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Este é o time-base israelita na Copa de 1970: Vissoker; Rosen, Bar, Primo e Schwager; Rosenthal, Shum, Spiegler e Spiegel; Faygembaum e Vollach. Emanuel Schaffer foi o treinador.

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Israel, no começo das competições de clubes asiáticas, foi um bom competidor, vencendo boa parte das primeiras Copas da Ásia e Copas dos Campões Asiáticos. Os problemas com os mulçumanos os impediram de conitnuar nessas Copas. Hoje participam das eliminatórias da Eurocopa e das copas européias de clubes